segunda-feira, junho 22, 2009

BRECHT - BERLINER ENSEMBLE
Ontem fui assistir à peça "Die Dreigroschen Oper", a "Ópera dos três Vinténs", que no Brasil foi adapatada ao musical e filme com o título de "A Ópera do Malandro", com músicas de Chico Buarque.
Acho que esta foi a terceira vez que vi a mesma encenação do "Berliner Ensemble", uma conceituada companhia de teatro contemporâneo, que tradicionalmente se apresenta no Theater am Schiffbaumdamm. A obra é de Bertold Brecht, que viveu em Berlim, nas primeiras décadas do século passado. Com a ascenção do nazismo, emigrou para os Estados Unidos e Inglaterra, entre outros países, onde fez grande carreira no teatro. Depois da Segunda Guerra Mundial, em 1949, voltou a Berlim e criou o "Berliner Ensemble" no mesmo teatro em que estreiou a peça em 1928. Suas obras são baseadas em críticas ao capitalismo e na sobrevivência humana entre as lutas de classes sociais.
Sempre que posso, levo alguém interessado em teatro, que por acaso me visita, para assistir a esta peca, pois se trata de um bom teatro alemão. E, mesmo para quem nao entente a lingua, há números musicais, alguns conhecidos dos brasileiros na voz do Chico ou da Elba Ramalho, da adaptação brasileira mencionada acima.
Esta encenação é linda, os personagens, como se estivessem num filme expressionista, em preto e branco, caracterizam tipos bizarros, altos, baixos, gordos, magros, feios, lindos...e cantam, meio declamado, com estranhas afinações. Os cenários alternam-se com jogos geométricos de luz em neon, de forma minimalista.

segunda-feira, junho 15, 2009

O CARNAVAL DAQUI!
Poderia ser o Pelourinho, na Bahia, ou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. À fantasia não há limite, porisso a ilusão do carnaval não aconteceu em fevereiro nessas metrópoles tropicais do samba e do axé. Como acontece todos os anos, o carnaval daqui, "Carnaval das Culturas", foi na semana passada, no bairro de Kreuzberg.


Como o próprio nome já diz, o Carnaval das Culturas mostra diferentes grupos de países, suas culturas, seus costumes e tradições. O clima é de festa, muito embora nem todos os grupos se apresentem em manifestações de divertimento. Como os brasileiros dominam os grupos que desfilam pela avenida de mais de 8 quilômetros, o barulho dos tambores, o rebolado das mulatas, a fantasia audaciosa das passistas, fora do eixo rio-sp, contrastavam com o silêncio das sacerdotizas orientais de unhas longas douradas, ou a pantomímia sem graça de caras pintadas em branco. Contudo, equipararam-se aos ritmos africanos de guerreiros do Gabão ou às máscaras gaiatas dos carnavais de outras tribos.

Assistimos ao desfile da janela da casa de um amigo brasileiro. Havia feijoada e caipirinha para todos, e no casarão era um entra-e-sai de gente que não tinha fim.


No final do desfile, na avenida rolou clima de "love parade", que adoro, e saímos todos para a gandaia, atrás do carro-som, só bombando ... Tudo isso, antes de cair um temporal de granizo, que a gente curtiu ao som da "tecno-music"!