quinta-feira, maio 29, 2008

As músicas que mais ouvia na Romênia:






Belezas!!!!!!!!!!!!!

O primeiro clip é "Fly Project / Anca Parghel", acreditem: é uma produção romena!
O segundo clip é o Florin Salom, que faz um som "oriental pagode", digamos assim "pagode romeno" (?), superlegal. Ou seria um "funk cigano", "gipsy funk"?

segunda-feira, maio 26, 2008

SEMANA NA ROMÊNIA
Depois de muito tempo, sem passar por aqui, vou contar a vocês a viagem que fiz à Romênia. Passei uma semana por lá, entre o Mar Negro e Bucareste.

Há muito pretendia visitar o país, aproveitando para rever meu amigo Jorge, que ora está em missão junto à nossa Embaixada naquela capital.

Assim que cheguei em Bucareste, Jorge me aguardava no aeroporto, com Mara e Rubens, para juntos seguirmos para o Mar Negro, onde passamos o fim de semana.

A viagem para o Mar Negro, que geralmente se faz em três horas, durou uma eternidade. Perdemo-nos, na estrada, o que foi interessante para mim, pois pude conhecer um pouco da Valáquia e da vida rural romena. Quando encontramos o caminho certo, já eram quase 22hs, e chegamos ao destino, quase à meia noite. Ficamos hospedados num hotel, de frente para o mar, em Mamaia, que é a praia badalada próxima à cidade de Constança.

Caímos na cama, e só nos vimos, de novo, no café da manhã. Fomos pra praia, é claro. O mar, de negro não tem nada. O ar estava frio, na praia, mas o sol muito quente...mais tarde, claro, o sol venceu o ar!

No decorrer da semana, passei visitando os lugares turísticos - e também, motivado pela minha curiosidade, os não tão turísticos - de Bucareste. Depois que Jorge saiu comigo, na segunda-feira, para fazer uma espécie de “reconhecimento de área”, passei a circular sozinho pela cidade, ora de metrô, ora à pé, às vezes de taxi.

A cidade é também chamada de “a pequena Paris do Leste” ( imagino que a grande deva ser Budapeste). É um pouco exagerado, chamá-la assim... Deve ser pelo casario de estilo francês e por algumas grandes avenidas (“boulevards”). Mas pode-se imaginar que era uma cidade muito bonita, nos tempos da realeza, com belos palácios, mansões, mosteiros e jardins, que , aos poucos, estão sendo restaurados ao seu esplendor. É verdade que com a entrada da Romênia para a União Européia, o país está conseguindo recursos públicos para se reerguer dos estragos causados pelo comunismo de Causcesco.


A gente vê obras por toda parte. Achava até interessante observar os contrastes entre o velho e o novo, o “kitsch” e o “moderninho”, o simples e o ostentativo , o passado socialista e o capitalismo da hora. A gente pode fazer uma leitura de períodos históricos pela arquitetura que se apresenta lado a lado em avenidas, ruas, ruelas, praças, nos jardins e às margens de lindos lagos.
Andar pelo centro de Bucareste me fazia lembrar as cidades brasileiras. Muita gente se movimentando nas ruas e avenidas de compras, no meio dos carros, vendedores ambulantes nas pracinhas- que, assustados, escondiam suas mercadorias, assim que ouviam ou viam sinais da polícia por perto-, gente, sem pressa, descansando nos parques, brincando com crianças, admirando vitrines. Mulheres, que, tais como algumas brasileiras, deviam estar imitando alguma atriz de novela ou modelos famosas, pois andavam “muito na moda”, pelo menos na moda de lá: muito “produzidas” nas roupas, nos acessórios, cosméticos e perfumes...algumas pareciam estar vestidas para uma festa à noite. Gente simpática, que fala uma língua muito parecida com a nossa. Aliás, este detalhe vale um comentário em separado, o que farei mais adiante. A impressão que tive é a de que todo mundo fumava lá, homens e mulheres, e falavam constantemente pelo celular. A coisa mais comum era ver alguém, na rua, no carro, nos bares e restaurantes (aqui, com reserva, pois passou a ser proibido) fumando...ah, e telefonando. Era sempre assim: numa mão levava o cigarro, entre os dedos, na outra um celular encostado no ouvido!