
Fui ver o show da Madonna, ontem, no estádio olímpico de Berlim ("Olympiastadion"). A r r a s o u !!!
É impressionte constatar de perto a energia dessa mulher de 50 anos, que, no palco, se transforma numa garota (gostosona) no fim de seus 20 anos. O show é dinâmico, utiliza recursos audio-visuais de última linha, as músicas são ótimas, mesmo quando revisitadas, e tem o selo de qualidade „Madonna“ na perfeição. No palco, além dos músicos, excelentes bailarinos, tanta parafernália para efeitos especiais – ringe de box, chafarizes e cascatas d’água e até uma "stretch limousine" – Madonna se movimentava, com suas coreografias sempre inovadoras, como se estivesse ali só para você. O destaque é ela.
Para sustentar o professionalismo da artista, basta espiar alguns dos itens de sua bagagem: 3.500 peças de roupa, 69 guitarras, 120 estojos de maquiagem, 10 maletas de remédios e itens para primeiro-socorros, 4 geladeiras, reserva em um andar inteiro de um hotel de luxo e tantas coisas mais.
Depois que a gente saiu do show, um amigo confabulava sobre o estado físico da Madonna depois do show e o quão arrasada ela deveria se sentir. Eu disse que, no caso dela, ela com certeza teria imediatamente mil assistentes para mil coisas, como massagistas, fisioterapeutas, médicos, enfermeiras, alguém para tirar a roupa dela, dar banho, passar talco, fazer cafuné ...enfim, muita gente para fazer coisas para ela, só não saberiam mesmo fazer aquelas que ela faz em cena.
Entretanto, hoje, li no jornal que ela saiu do show com roupão e chinelos de banho e, assim mesmo, foi levada diretamente para o aeroporto, de onde partiu, em jet particular, para Londres, onde vive com sua família.
Nem tudo é como imaginamos!

Esperei passar a última carruagem com uma dama que acenava para minha câmera, atravessei a rua que era controlada por guardas de trânsito e seguranças, penetrei naquela multidão de frente do palácio e, não sei como explicar, lá estava eu atrás de uma criança que conseguia enfiar seu rostinho entre as grades do muro do palácio. Apertadinho, ali fiquei! Mal respirava para não achatar o rostinho da criança na minha frente e para não esbarrar nas centenas de braços que, juntos com os meus, empunhavam suas câmeras ao alto para tirar as fotos do pátio onde acontecia a cerimônia da troca da guarda.

