quinta-feira, setembro 09, 2010

Cheguei de mais uma viagem à Inglaterra. Desta vez, fui para além de Londres, pois também visitei Bath, Salisbury, Stonehenge e Brighton.

Para começar, acho que existe um São Pedro britânico, um “Saint Peter”, que me protege com um tempo maravilhoso em todas as minhas viagens à Inglaterra. Desta vez, também havia muito sol, temperatura agradável, um dia apenas com algumas nuvens e chuvinha passageira, mas nada daqueles dias cinzas, chuvosos com a famosa “fog” londrina.

Senti, desta vez, uma sensação de prazer e também de perda. Prazer por morar tão bem, em uma cidade tão cara, e perda por saber que, em breve, não terei mais esta oportunidade, pois meu amigo, que me hospeda em Londres, deverá mudar-se, a trabalho, para outra cidade. Como descrevi no meu último “post” sobre Londres, meu amigo mora num amplo apartamento, em frente à avenida “Abbey Road”, para ser mais preciso, em frente da faixa de pedestre, sobre a qual os “Beatles” foram fotografados para a capa do álbum que tem o nome da avenida e do estúdio onde eles gravaram o disco, em 1969. E, como se não bastasse, meu amigo me mostrou a casa onde mora, atualmente, Paul McCartney, que fica localiza numa rua a menos de 200 metros do edifício dele. Incrível!

Não acredito que um turista conheça Londres em dois ou três dias. Poderia, no melhor das hipóteses, ter uma visão geral dos sítios turísticos. Já estive cerca de dez vezes em Londres e, a cada viagem, conheço novos lugares: bairros, ruas, parques, e comércios diferentes, teatros e museus que ainda não havia visitado e até mesmo atrações turísticas, que a gente por falta de tempo deixa sempre para “uma outra viagem”. Enfim, uma megalópole, uma babel de culturas que somente pode-se explorar bem com muito tempo.

Há uma expressão que ouvi, ou li, em algum lugar, para divulgar o turismo da cidade, que se chama “The London Experience”. Refleti muito sobre esta expressão e conclui que realmente é uma experiência diferente, quando se visita Londres, ou a Inglaterra. Isto porque, ainda que num mundo globalizado, há coisas que só se sente ou se vê por lá.

Além de se ter uma sensação ao avesso, com a mão à direita, chamam logo à atenção a educação e a cortesia do povo. É impressionante como numa cidade de mais de 7 milhões de habitantes, movimentando-se por lugares, às vezes, superlotados, como metrô e mesmo algumas ruas e avenidas, as pessoas mantêm um código de conduta impecável, no tratamento em público. Percebi que são educadíssimos, mesmo em lugares tensos, como estação de trem ou metrô, quando pedia informação a um guarda, empregado de metrô e de lojas, ou mesmo ao cidadão comum, na rua, sempre respondiam com gentileza, paciência e atenção.

No próximo “post”, continuo a escrever sobre a viagem!