terça-feira, setembro 23, 2008

PRAGA DE BRUXA
Não encontro outra explicação para o que aconteceu no domingo passado, à tarde, enquanto dirigia meu carro (andrógino...não se chama „bravo“, é „brava“), no centro da cidade. Tagarelando com um amigo português, que me visitava, transportava dois colchões, no banco de trás do carro, para devolver à Bia , em cuja casa iríamos tomar café com bolo. Um programinha de domingo, aqui!

Na nossa frente, numa via muito movimentada, em direção a „Alexanderplatz“, uma lambretinha se esperniava ao ser conduzida por uma mulher tão bunduda, que parecia não estar sentada no selim do veículo, mas estar sendo penetrada por ele, se é que vocês me entendem... Coitada da lambreta, se movimentava como uma lesma, causando grande trastorno no trânsito , com centenas de carros impacientes, atrás dela (e de mim), enquanto a pista se matinha livre em sua frente, e todos os carros passavam por ela pelas pistas laterais.

Ainda dei uma oportunidade à gorda, para ela se movimentar para o lado direito, para onde havia muito espaço, mas, que nada, ela não estava nem aí. Então, já que era assim, decidi passar pela frente dela, com muito cuidado, e sem querer humilhá-la, arranquei o carro o suficiente para ainda dar tempo de fazer o sinal para direita, para a rua aonde iria desviar o carro. Meu amigo e eu sentimos que ela resmungou alguma coisa, quando passamos por ela. Só poderia ter sido alguma coisa que saiu daquela boca que deve ter provocado uma parada no carro no exato momento que entrei na rua à direita. O carro morreu!

Putz, „sorte no azar“ foi que entrei numa rua menos movimentada e, na esquina, havia um semáforo fechado. Empurramos o carro para cima da calçada e chamei o serviço de socorro ao meu „brava“. Que situação: dois colchões dentro do carro, Bia e família nos esperando com o café à mesa, e nós ali!... Só pode ter sido praga daquela gorda (mas ela era muito gorda mesmo), descendente de alguma bruxa medieval.

quarta-feira, setembro 17, 2008

UM NAVIO CHAMADO "EMIDIO"
Meu nome é raro. Até chegar à minha adolescência não conhecia ninguém com meu nome, exceto meus dois primos, cujos pais compactuaram com o meu, para homenagear o patriarca Paiva, chamando seus primogênitos pelo pré-nome do pai.
Enquanto criança, não achava muita graça nessa estória, pois queria ter um amiguinho com meu nome, como os outros Joaões e Josés!
Mais tarde, passei a conhecer um ou outro Emídio, até surgir a internet...
Ontem, estava procurando no "flickr", meu álbum digital, que não atualizava há muito tempo, teclando meu nome, pois tinha me esquecido dos meus dados de registro. Eis que caí num "site" de uma senhora americana de 75 anos, uma "figura", que tem no seu álbum online a foto acima. Por ela, fiquei sabendo que o navio-tanque-petroleiro "Emidio" foi torpedeado, em 1941, na costa da Califórnia, por submarinos japoneses, quando retornava, vazio, de Seattle.
Mesmo torpedeado, o forte, belo e valente "Emidio" não naufragou. O comandante alarmou o "SOS", 5 tripulantes morreram e os outros 31 conseguiram salvar-se em botes "salva-vidas" e serem resgatados pela guarda costeira americana.
O "Emidio" conseguiu de bico prá cima (e rabo n'água) chegar a uma baía ("Crescent Bay"), a 80 milhas ao norte do lugar do ataque, graças a uma corrente marítima.
Fascinante essa história, não?!

domingo, setembro 14, 2008

E o verão se foi!...
Na minha lembranca, ficarão os dias encalorados, como os que passei em Londres, em julho, e a sensação de algo bom que não volta mais, na mesma forma.
Por outro lado, uma outra sensação me consola, lembrando-me que a natureza se renova e que bons tempos ainda estão por vir.