quarta-feira, julho 30, 2008

VITÓRIA (VIX) - BERLIN (TXL)
Lá vem minha priminha, aeromoça, me visitar!

terça-feira, julho 15, 2008


Sai do metrô, na estação Green Park, a procura do “Speakers' Corner” , tradicional lugar de encontro de discursadores – qualquer pessoa pode subir em um dos banquinhos, à disposição, e falar livremente sobre qualquer tema para a platéia presente num cantinho do Hyde Park. Ao estudar o mapa do metrô, achei que saíria perto do lugar que procurava, mas não foi assim. Estava de fato em frente a um parque lindo – o Hyde Park – mas, onde é que fica a “corner”? Minha geometria mental não me ajudou muito, achei melhor perguntar a alguém. Disseram-me que teria de atravessar o parque, pois a tal “Speakers' Corner” ficava no lado oposto ao que estava.

Nuvens pesadas se formavam sobre a cidade, deixando de vez em quando uns raiozinhos de sol penetrarem entre elas. Tempo esquisito, pensei. Caminhei um bom pedaço do parque e me dei conta de que ele era imenso. Como é fascinante: um oásis verde no meio de uma megalópole de 8 milhões de habitantes! Via gente praticando esportes, crianças brincando, às vezes não via quase ninguém (como é que pode?) para, de repente, ver um batalhão de japoneses, disciplinados, de guarda-chuvas, em marcha, entre uma àrvore e outra, atirando os gatilhos de suas câmeras para uma flor, um pássaro ou um monumento. Será que não tem fim este parque? Questionei-me.

Agora, diante de mim, podia ler algo como: “é proibido passar”, numa placa aposta sobre um muro de madeira que se esticava no parque. Não posso ver muro que fico curioso para saber o que há do outro lado. E, assim, depois de caminhar um bom bocado ao lado daquele obstáculo, decidi espiar por entre as frestas da madeira. Uau!! Lá longe, podia ver um palco, lâmpadas coloridas, alguns “containers” e um grande lamaçal no gramado do parque. Mas, é isso!...conclui, estou diante do lugar onde há uma semana se apresentou Amy Winehouse, entre outros, no concerto em homenagem a Nelson Mandela. Pequeno mundo, pensei, há uma semana assistia pela televisão ao monumental concerto e agora estava ali no meio do que poderia chamar um sítio pop-arqueológico. Também não precisava exagerar tanto na emoção!

De onde estava, já podia ver, mais adiante, guarda-chuvas armados, protegendo grupinhos de turistas dos primeiros pingos da chuva. Ainda que a chuva tenha se transformado numa tempestade, juntavam-se, atentos, em torno de falantes - uns tranqüilos, outros temperamentais -, que articulavam-se em nome da liberdade de expressão.

sexta-feira, julho 11, 2008

MEU "BUS TOUR"!

Gosto muito de tomar ônibus, quando visito uma cidade. É transporte barato, não é lotado, se pode apreciar melhor os recantos da cidade, e se conhece melhor a gente local (claro, que neles também, principalmente nos de Londres, há muitos turistas).

As ruas do centro da capital britânica são tomadas por pedestres, taxis e ônibus...mas, muitos ônibus! Automovéis particulares pagam pedágio diário, que custa uma fortuna. Tenho que admitir que o passeio de ônibus só vale a pena para quem não está com pressa, porque demora uma eternidade, uma vez que os ônibus se movimentam assim pelas avenidas: um atrás do outro, numa marcha que às vezes irrita. São inúmeros os semáforos, e os pontos de parada. Tomava sempre o ônibus 139, em St. John's Wood para Waterloo, entre Oxford Street e Trafalgar Square, às vezes, levava quase 40 minutos. O divertido é ficar relaxado e observar as pessoas, as lojas, de preferência no andar de cima do ônibus. Aqui estão algumas impressões que registrei meu "bus tour" muito pessoal.

terça-feira, julho 08, 2008

LONDON EYE
A grande atração turística de Londres, nessa minha viagem, foi ter visitado a gigantesca roda-gigante, apelidada de “London Eye” (“Olho de Londres”). Imagino que este apelido se deva ao fato de ela se parecer com a íris dos olhos, mas me lembrava mais uma roda de bicicleta. A construção é fantástica!
Concluída a obra para celebrar o novo Milênio – por isso ela tem outro nome: “Millenium Wheel” (“Roda do Milênio”) – a London Eye alcança uma altura de 136 metros, transportando os turistas em 36 cápsulas, com capacidade de 800 passageiros. Uma volta completa dura quarenta minutos. Fica situada do lado oposto do Parlamento britânico, às margens do rio Tâmisa, numa área que é cheia de atrações para turistas. Estava prevista para funcionar até 2005, mas o sucesso é tão grande – são 3.500.000 visitas anualmente - que virou atração permanente.

segunda-feira, julho 07, 2008

MEU ENDEREÇO EM LONDRESSe contar, ninguém acredita. Aí está a prova: estou hospedado num apartamento de frente da famosa "Abbey Road", que foi capa de um dos discos dos Beatles.
f. esq.: vista do ap para "Abbey Road"/ f. dir.: em frente ao estúdio da "Abbey Road"

Poderia existir um lugar mais sensacional do que este para passar um fim de semana em Londres? Não acreditei, quando meu amigo me levou à janela e disse: "dá pra reconhecer a faixa de pedestre?". Nas fotos, acima, onde estou atravessando a famosa faixa de pedestre, pode se ver o prédio onde estou hospedado (5.andar). De lá, é que se tem a cena da capa do disco!

O muro na frente do famoso estúdio da Abbey Road, que se pode ver um pedaço, na foto onde estou na frente do portão n.5, é pintado de branco, todos os meses, porque fica repleto de grafites com mensagens dos fãs!
Desnecessário comentar que este é um lugar de peregrinação de fãs dos Beatles! Há turistas atravessando a faixa o tempo todo, há uns que tiram os sapatos, imitando o Paul McCartney, descalço, na capa do disco, outros ficam parados no meio da faixa, em grupo de quatro, em fila indiana, é muito divertido ficar assistindo à cena. Haja paciência dos motoristas ingleses!