ENTRE FRANKFURT E MANNHEIM
Volto a postar hoje, já em pleno verão, para contar-lhes sobre meu fim de semana com meus amigos Bia, JD, Lília e Bernd. Bia é o apelido de Beatriz e JD, o marido dela, é conhecido da gente pelas iniciais de seu nome: Jan Dirk.
Bia e JD viviam aqui em Berlim. Depois que Bia foi aprovada para trabalhar no Consulado do Brasil em Frankfurt, eles mudaram-se para aquela cidade. Portanto, no fim de semana passado fui, com muito prazer, conhecer o novo apartamento de Frankfurt, e, aproveitamos para passearmos por aquela região, que é muito bonita e interessante. Conheci lugares que ainda não conhecia e aproveitei o domingo, junto com Bia e JD, para rever outro casal amigos, Lília e Bernd, que vive em Mannheim, cidade que não fica muito longe de Frankfurt.
Bia e JD viviam aqui em Berlim. Depois que Bia foi aprovada para trabalhar no Consulado do Brasil em Frankfurt, eles mudaram-se para aquela cidade. Portanto, no fim de semana passado fui, com muito prazer, conhecer o novo apartamento de Frankfurt, e, aproveitamos para passearmos por aquela região, que é muito bonita e interessante. Conheci lugares que ainda não conhecia e aproveitei o domingo, junto com Bia e JD, para rever outro casal amigos, Lília e Bernd, que vive em Mannheim, cidade que não fica muito longe de Frankfurt.

No sábado, depois dar um giro pelo centro – meus amigos moram num duplex super simpático, bem no centro da cidade- Bia levou-me ao Consulado para conhecer a nova sede e, depois de um lanche em casa, saímos para um passeio muito bonito. A idéia veio de JD, e era tudo o que eu queria: conhecer o sítio arqueológico romano "Limes" - com a fortaleza Burg Saalburg - que há pouco foi tombado pela Unesco, como patrimônio cultural da humanidade.
na fronteira do Império RomanoO lugar é incrível: trata-se de um trecho de demarcação dos limites do império romano, que ainda mantém muralhas, fossos e outros legados da milícia romana, que ali estabeleceu suas fronteiras, ao norte , com todo o aparato militar para defender-se dos bárbaros. O lugar é bem preservado e fica localizado numa floresta linda, bem próxima de Frankfurt.
Antes de voltar para casa, Bia e eu ainda passeamos ao longo do rio Meno, que atravessa a cidade de Frankfurt, próximo ao apartamento do casal. JD ficou em casa preparando o jantar daquela noite (cozinhar é o hobby de JD). Como de costume, JD cozinhou muito bem. Serviu uma entrada deliciosa: lulas, servidas com um molho de ervas sofisticadas.
O domingo, pela manhã, fez um dia lindo de sol. Claro que a opção para quem não tem sol todos os dias foi tomar o café da manhã na varanda. Beleza! Bia não quis se sentar sob o guarda-sol, mas acabou desistindo, mais tarde, pois o sol estava queimando sua cabeça. Ali, jogamos alguma conversa fora e fizemos os planos para o resto do dia: visitar meus amigos, Lília e Bernd, que vivem em Mannheim. Lília é a brasileira que conheço de mais longa data na Alemanha. É casada com Bernd e vivia, antes, perto de Dortmund. O casal tem duas filhas lindas, hoje moças, que trabalham bem sucedias em suas carreiras. Imaginem que as conheci, ainda meninas, nas festas animadas que Lília sabia organizar para brasileiros e alemães, na belíssima casa em que viviam.
Antes de chegar à casa do casal Lília e Bernd, decidimos fazer uma pequena excursão a um povoado, perto de Mannheim, onde se pode visitar um mosteiro da época de Carlos Magno, o Grande, chamado Lorsch. Chegamos ainda a tempo para acompanhar a visita guiada ao sítio histórico. O que restou do mosteiro, o qual deve datar de cerca dos anos 700, depois de Cristo, foram a chamada “Königshalle”, lugar destinado ao rei, parte da basílica, ruínas das muralhas e a horta, ou jardim, onde os monges cultivavam ervas. Tudo muito bem preservado e bem divulgado pelo centro de informação turística do local, que dispõe de instalações para apresentar maquetes, mapas, ilustrações, além de uma grande sala para recepção com bilheteria, livraria, bar e toaletes.
em frente a "Königshalle"

A “Königshalle” foi tombada pela Unesco , em 1991, como patrimônio cultural da humanidade. É uma construção muito bonita, especula-se que foi construída como uma espécie de “arco do triunfo” para a visita de Carlos Magno. No andar superior, pode-se apreciar restos de afrescos restaurados do período carolígeno e outros do período gótico.
Bia e JD, em LorschNa parte da basílica que foi preservada, pode-se , entre outras atrações, apreciar o sarcófoco em pedra, que atribui-se ter sido de Siegfried, aquele do ciclo de óperas "O anel dos Nibelungos", de Wagner.
Graças ao navegador da Bia, que ela não abre mão para nada, chegamos só “um pouco” tarde à casa de Lília e Bernd, pois já deixamos Lorsch com muito atraso. Incrível esse aparelhinho, imaginem que ainda estávamos na auto-estrada, sem a menor idéia de onde ficava a casa de meus amigos, e ele já nos comunicava que faltava 10 minutos para chegar ao destino. Ave!!! Lília já estava no portão da casa dela esperando a gente, quando chegamos ao seu endereço. Aí, foi aquele papo gostoso entre nós, que já não nos víamos há muito tempo, isso tudo com café , bolo e biscoitos. Depois de algumas horas de puro prazer, conversando, rindo e “matando saudades”, Lília nos mostrou o resto da casa que estão pouco a pouco restaurando. E eis que pintou uma situação de mútua conveniência: um guarda-roupa abandonado, mas em bom estado, daqueles que imitam uma cabine telefônica londrina, abandonado no depósito da casa passa para as mãos do Harke, Bia estava radiante com a doação, e Lília superfeliz por se livrar de mais um utensílio do lar, do qual já não mais precisava. Boa troca, essa!
Voltamos felizes a Frankfurt, com o guarda-roupa desmontado (estrutura de ferro e plástico) no porta-malas do carro, sem deixar, contudo, de conferir a dica de Lília para conhecer uma churrascaria brasileira que ficava por ali mesmo, perto da casa dela. Lá, comemos o tradicional PF brasileiro, e voltamos para casa, bem tarde e com muita chuva, ouvindo Shakira! "Whenever , wherever"!!!
Voltamos felizes a Frankfurt, com o guarda-roupa desmontado (estrutura de ferro e plástico) no porta-malas do carro, sem deixar, contudo, de conferir a dica de Lília para conhecer uma churrascaria brasileira que ficava por ali mesmo, perto da casa dela. Lá, comemos o tradicional PF brasileiro, e voltamos para casa, bem tarde e com muita chuva, ouvindo Shakira! "Whenever , wherever"!!!
